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RAÍZES e LAÇOS

algumas famílias nordestinas
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FAMÍLIAS
Barros Carvalho
Ancestrais
Gouveia de Barros
Marroquim
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QUEM SOU
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ORIGEM DA FAMÍLIA MARROQUIM

Infelizmente, nossos ancestrais Marroquim não nos deixaram, ao meu conhecimento, nenhum esboço genealógico da família. As memórias que tenho da infância não vão além da minha avó materna - Adalgisa Amanda de Almeida Marroquim e dos fragmentos que permaneceram na memória de meus irmãos e alguns parentes.
 
Sempre nos foi contado que o sobrenome "Marroquim" originou-se do apelido dado ao meu bisavô materno, Francisco Affonso Correia de Almeida, porque "ele era vermelho que só o couro marroquim" (de cabra) que ele negociava no mercado de Recife. Nas pesquisas que tenho feito descobri que o sobrenome surgiu antes do meu bisavô, Francisco Affonso, pois tanto seu pai, como o seu avô paterno, já levavam o sobrenome.
 
Talvez tenha sido aplicado o apelido ao portugues Antônio José Marroquim, meu tetravô, comprovadamente o ancestral mais antigo que até agora descobri com esse sobrenome. Marinheiro que foi, navegou os mares do mundo, antes de se estabelecer em Recife. Possivelmente era bem avermelhado. O fato é que a verdade se perdeu na memória dos antepassados, ficando apenas os traços existentes na documentação eclesiástica e nos acervos históricos, os quais vamos descobrindo, pouco a pouco, como seguem:

Descobri algumas raras referências ao sobrenome Marroquim, anteriores ao século XX, mas ainda não comprovei nenhum vínculo com a família Marroquim da atualidade.
1. Um soneto do "Poeta Sapateiro" - Joaquim José da Silva, que viveu no Rio de Janeiro em fins do século XVIII e meados
do XIX e disponível na Internet em http://www.unicamp.br/iel/memoria/Ensaios/Sapateiro/Soneto3.htm diz o
seguinte:
Senhor Mestre Alfaiate, este calção
Está como os sapatos, que eu lhe fiz?
De que serve o dedal, tesoura e giz,
Se não sabe pagar-lhe com a mão?
Você não é alfaiate, é remendão,
Eu bem podia crer o que se diz;
Porém como por asno nunca quis,
Justo é sinta o mal sem remissão.
Já outro que ali mora junto à Sé
Bem conhecido, Antônio Marroquim,
Me deitou a perder um guarda-pé.
Se eu daqui a dez anos, para mim,
Não fizer um calção de sufulié,
Não me chamem jamais Mestre Joaquim.
2. "em construção"
Em 30 de Julho de 1800, Antônio José Marroquim, natural de Coimbra, Portugal, filho de Manoel José e Maria S. José fez um requerimento ao Príncipe Regente [D. João] através de seu procurador Rafael de Lorena, pedindo a propriedade do Ofício de Porteiro da Alfândega da Capitania de Pernambuco. O requerimento foi acompanhado de cinco documentos - todos disponíveis pela Internet, recuperados pelo Projeto Resgate de Documentação Histórica Barão do Rio Branco.
Assim diz o requerimento
Documento No. 1:
João Ferrão Cardoso de Castelo Branco
Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, e Capitão de Mar e Guerra da sua Real Armada
Atesto que sendo Capitão-Tenente e embarcando de guarnição em a Fragata Carlota, e passando para a Fragata Venus, empregada em o corso do Estreito de Gibraltar, e vindo nesta a este Porto de Lisboa, e passando para a Fragata Cisne, que foi à Ilha da Madeira, onde tomando o comando da Galera Le Comerçant, presa francesa, e ultimamente embarcando na Nau São Sebastião, que se empregou por tempo de dezoito meses em o Cruzeiro de Gibraltar e passou ao Mediterrâneo entrando em Cartagena, que em todas as referidas campanhas, e nos mencionados navios se avidou Antônio José Marroquim, em um como Praça de Gromete, e em outros de Marinheiro, e que em o último embarque referido, por ocasião do nascimento de Pessoa Real, em que se mandou iluminar a Armada, este mesmo Marinheiro, foi por mim encarregado da iluminação da Nau, o que desempenhou com todo o bom gosto, desvelo e maior prevenção possivel para evitar incêncio, e assim causando toda a economia; igualmente que sempre reconheci neste Marinheiro, fidelidade, viveza, e préstimo, qualidades que o faziam merecedor de ser empregado em coisas de maior entidade, o que tudo afirmo com minha palavra de honra; e por me ser pedido passei a presente atestação por mim feita, assinada e selada com o Selo das minhas armas.
Lisboa, 30 de Julho de 1801
João Ferrão Cardoso de Castelo Branco
Documento No. 2:
"Diz Antônio José Marroquim, natural da cidade de Coimbra e residente com sua mulher na Vila de Recife, que, depois de haver feito seus embarques de guarnição na Fragata Carlota, na Fragata Venus [empregada no corso de Gibraltar], na Fragata Cisne [que seguiu viagem à Ilha da Madeira], na Galera "Le Commerçant" [presa francesa], e, ultimamente, na Nau São Sebastião [que por tempo de 18 meses se empregou no cruzeiro de Gibraltar, e passando ao Mediterrâneo esteve em Cartagena]. com plausível desempenho de seus deveres, e grande satisfação do Capitão de Mar e Guerra, como se mostra no seu atestado No. 1; Passou a viver na dita Vila do Recife de Pernambuco, e carregando na Corveta Torvada (?), que seguia viagem deste Porto para o de Angola, vário gêneros, que absorviam todo o seu haver, e cabedal, sucede ser apreendido ao quinto dia de viagem por um Corsário Frances, e deixá-lo exausto de todo o seu cabedal, e quase a pedir uma esmola, como certifica o atestado de Vossa Alteza, passado debaixo de juramento pelos Negociantes da mesma Praça de Pernambuco, e porque o Ofício de Porteiro da Alfândega de lá se acha há mais de sete anos vago, e sem proprietário, como verifica a certidào de Vossa Alteza, e, outrossim no que concorrem todas as circunstancias de boa averiguação, como de dever, como também agilidade, e aptidão para ser incumbido do desempenho do mesmo Ofício de Porteiro, ou de outro qualquer, segundo consta da justificação de Vossa Alteza, e nunca levou culpa, por que merecesse ser punido, como faz ver folha corrida de Vossa Alteza...
Requer a Vossa Alteza Real, que atendendo a todo o espendido, se digne fazer-lhe a graça da propriedade do Ofício de Porteiro da mencionada Alfândega, com liberdade para se encartar nelo, na conformidade de estilo.
Como procurador: Rafael de Lorena
Documento No. 3:
Feito pelos Negociantes da Praça do Recife - assinado por Manoel Rodrigues de A., Manoel da Fonseca, Manoel Soares, Manoel José Duarte Góes, Antônio de Couto, João Dias Vilela e pelo Capitão da Corveta Torvada, Joaquim Gomes Sancto Tiago. Este atestado foi averbado por Joaquim Nabuco ( José Joaquim Nabuco de Araújo), Governador Interino, Desembargador e Ouvidor Geral da Capitania de Pernambuco. Data: 16 de Agosto de 1801.
Requerendo do Governo, certidão comprovando a disponibilidade do cargo e o salário anual do Oficio de Porteiro da Alfândega da Capitania de Pernambuco - O cargo havia sido abandonado pelo atual serventuário José do Paraíso e o salário era de 35.000,00 réis por ano. Documento assinado por Joaquim Nabuco e pelos Deputados da Real Junta: João Coelho da Silva, Maximiano Francisco Duarte, Dr. Francisco de Brito Bezerra Cavalcanti de Albuquerque.
Documento No. 4:
Folha corrida atestando o bom caráter do suplicante.

Antônio José Marroquim casou com Anna Correia de Almeida (provavelmente natural de Barreiros, Pernambuco). Ainda não sabemos quantos filhos teve o casal, mas um deles foi Herculano Antônio José Marroquim, o qualcasou-se com a prima de segundo grau Francisca Correia de Almeida, filha de Manoel de Barros Lindoso e Costódia Correia de Almeida - donos do
Engenho Baeté, em Barreiros, Pernambuco, pelo menos até a segunda metade do século XIX. Anna e Costódia eram primas em primeiro grau, mas até agora ainda não identificiamos sua paternidade.

O casamento teve lugar no oratório do Engenho Baeté, em 09/05/1841 e o assento Eclesial está registrado no Livro de Casamentos No. 2, folhas 180v e 181, da Matriz de São MIguel.

MAIS NOMES
CORREIA DE ALMEIDA e ALMEIDA CUNHA
Examinando os assentos de batismos de Sirinhaém, descobri o termo de batismo de Antônio, filho primogênito de Antônio José da Cunha e Ana Correia de Almeida - irmã de Francisca Correia de Almeida - ambas filhas do Coronel Manoel
de Barros Lindoso e Costódia Correia de Almeida. Antônio nsceu em 22/05/1840 e foi batizado em 09/06/1840, na Capela de São José, da Vila do Rio Formoso, tendo como padrinhos os seus avôs maternos, Manoel de Barros Lindoso e Costódia Correia de Almeida, representados por seus bastantes procuradores: Francisco Luis de Abreu e Herculano Antônio José Marroquim.

Em 09/08/1841 nasceu o segundo filho do casal, José Antonio de Almeida Cunha, advogado e poeta, membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi casado com sua prima Livina Correia de Almeida, filha de Herculano Antônio José Marroquim e Francisca Correia de Almeida. Os avós paternos de Livina foram
Antônio José Marroquim e Ana Correia de Almeida.

Recentemente, pela internet, descobri uma vasta descendencia mexicana-alemã de Manoel Herculano de Almeida Cunha, um dos filhos de José Antônio de Almeida Cunha e Livina Correia de Almeida. São mais de 67 parentes, agora devidamente registrados na nossa frondosa árvore.

MARROQUIM
Entre os assentos de batismos de Barreiros, encontrei também vários prováveis parentes, cujas relações ainda não pude determinar, entre eles:

MANOEL MARROQUIM DO REGO BARROS, padrinho, em 26/12/1847, de ANTÔNIO, filho de Antônio Lima de Santana e Antônia Maria da Conceição. A madrinha foi Paula da Rocha Barros.
JOSÉ DOS PASSOS MARROQUIM, que em 02/02/1851, consta com padrinho de batismo de MARIA.

LINDOSO
Nos assentos eclesiais de Sirinaém e Barreiros constam também vários membros da família LINDOSO, sobre a qual sabemos muito pouco. Vou compilar uma lista para depois divulgá-la, no intuito de gerar algum interesse e expandir as informações.

Agradecimento
Todo este trabalho não seria possivel sem a colaboração de amigos genealogistas, entre eles IVO RICARDO WANDERLEY, que nas suas pesquisas me repassa tudo que encontra sobre meus possíveis parentes. A ele e a todos que me enviam suas contribuições, fico eternamete agradecido.