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RAÍZES e LAÇOS

algumas famílias nordestinas
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Barros Carvalho
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FAMÍLIAS

Foram muitas as famílias que popularam o nosso Brasil colonial, desbravando o interior, pelejando com os índios, os franceses, espanhóis e holandeses, todos interessados em desbravar o pais continente e explorar suas riquezas. Desses bravos precursores, aos quais pouco mais tarde se uniria o escravo africano, nasceu uma raça intrépida e forte - a raça brasileira.
 
Levamos no sangue a receita etnológica laboriosamente preparada nos canaviais e nos sertões do nordeste brasileiro, por nobres e plebeus, ao som das mucamas e ao cheiro dos tachos quentes de mel. O nome das nossas familias está quase sempre associado a uma origem toponímica, ou seja, a um ponto geográfico. Como já existe bastante informação publicada sobre o assunto, apresentamos aqui apenas um sumário. (Página ainda em construção)

ORIGENS E BRASÕES

ALBUQUERQUE

 

Esta familia que tomou o apelido da praça de Albuquerque, de que foram senhores os do seu apelido, é uma das mais ilustres de Portugal e Castela. Procede de D. Affonso Telles de Menezes, povoador da mesma praça. Teve casamentos nas casas reais destes reinos, de que procedem muitas casas da primeira nobreza deles.

 
As suas armas antigas eram em campo vemelho cinco flores de liz de ouro em antor; timbre: uma aza negra com as cinco flores de liz; depois fizeram o escudo esquartelado; no primeiro quartel as armas de Portugal inteiras com um filete negro em contrabanda; no segundo as cinco flores de liz de ouro em campo vermelho, e assim os contrários; ao timbre continuaram alguns o referido, e outros puzeram um castelo de ouro, com uma flor de liz do mesmo metal sobre a torre do meio. (1)

NO BRASIL
 

Jerônimo de Albuquerque veio para o Brasil acompanhando sua irmã e o cunhado Duarte Coelho Pereira, o qual foi donatário da capitania de Pernambuco. Foi apelidado de "O Tôrto", por ter perdido um ôlho na luta contra os índios. Foi aprisionado pelos índios, mas Muira-Ubi, filha do cacique tabajara Arco-Verde, dêle se apaixonou e implorou ao pai sua liberdade. Conseguindo seu intento, foi batizada com o nome católico Maria do Espírito Santo Arcoverde.

 

Eventualmente, a Côrte Portuguesa exigiu que Jerônimo deveria casar-se com uma fidalga da Côrte e "sugeriu" Felipa de Melo. De ambas conjugues teve muitos filhos, além de outros com várias indias. mamelucas e brancas. Por isso, Jerônimo é considerado pelos genealogistas "O Adão Pernambucano". Ele Faleceu em Olinda, Pernambuco, em Dezembro de 1584.

ALMEIDA

A vila de Almeida, em Portugal, deu o apelido a esta familia, com casas ilustrissimas, das quais sairam egrégios prelados e valorosos generais. São suas armas em campo vermelho seis besantes de ouro entre uma cruz dobre, e bordadura do mesmo metal; timbre: uma águia vermelha besantada de nove besantes, sendo tres no peito e tres em cada aza. (1)


NO BRASIL

 

Há muitos grupos familiares no Brasil, descendentes dos Almeidas europeus. De um dêles derivou a famiília Correia de Almeida de Pernambuco. Na minha família, o ancestral Correia de Almeida mais longinquo que encontrei até agora foi

Costódia Correia de Almeida, casada com Manoel de Barros Lindoso, (meus trisavôs maternos). 

 

Foram donos do Engenho Baeté, em Barreiros (Freguesia do Una), Pernambuco durante a primeira metade do século XIX. Dessa união nasceu Francisca Correia de Almeida, que em 09/05/1841, casou na capela do Engenho Baeté com seu primo de segundo grau, Herculano Antônio José Marroquim, natural de Boa Vista, Recife, filho do portugues Antônio José Marroquim e da pernambucana Anna Correia de Almeida  Dessa união surgiu a família Correia de Almeida Marroquim.

 

 

BARROS

 

Esta familia começou a ser conhecida em Portugal no tempo do Rei D. Diniz. Foi seu solar no lugar de Barros, do concelho de Regalados; teve neste reino muitos morgados, e dela foi o grande cronista João de Barros.
 
São suas armas em campo vermelho tres bandas de prata, e sobre o campo nove estrelas de ouro, uma no primeiro alto, tres em cada um dos do meio, e duas no fundo do escudo; timbre: uma aspa vermelha e azul, uma perna de cada cor, e carregadas nela cinco estrelas das armas. (1)
 
 
 
 
 
 
 
 
 

BARRETO

 

 

BEÇA (OU BESSA)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os Beças pretendem descender dos senhores de Biscaia; tomaram o apelido da cidade de Baeça, que se corrompeu
em Beça, a quem se deu Alter do Chão e Vimieiro. São suas armas em campo de outo tres faixas vermelhas, orla 
vermelha cheia de crescentes de prata; timbre: um lobo vermelho com um crescente de prata na espada; o lobo nascente e não andante, como temos visto em estampas. Acham-se no Livro da Torre do Tombo, fls. 34. Villas-Boas na Nobiliarchia dá estas armas com alguma diferença. (1)
 
 
 
 
 
 
 
 
 

CARVALHO

 

Desta familia não conheceram os autores a antiguidade e o lustre. Em uma doação feita ao mosteiro de Lorvão, no ano de 
1131 se assina Pelagius Carvalis, do que se ve que é mais antigo este apelido do que o fazem os que escreveram dele. Era ele senhor de toda a serra em que hoje está o morgado de Carvalho, que depois instituiu seu neto D. Bartholomeu Domingues, filho de Domingos Feirol e de D. Bellida, que era filha do dito D. Pelagio Carvalho; deste morgado foi administrador Sebastião José de Carvalho e Mello, primeiro Marquez de Pombal, por eleição do Senado da cidade de Coimbra, conforme a instituicão dele em que manda chamar não ao filho mais velho do último possuidor ou parente mais chegado, mas sim ao mais idôneo para o serviço do rei e do bem comum. 
 
São suas armas em campo azul uma estrela de ouro de oito raios dentro de um quadernal de crescentes de prata; timbre: um cisne de prata com a estrela das armas no peito. (1)
 
 
 
 

CAVALCANTI

(Itália)

 

 

CAVALCANTI

(Brasil)

 

Esta familia é um das consulares de Florença, de onde fugiu para Portugal Antônio Cavalcanti, com seu filho Filippe, pelos anos de 1558, por se haver descoberto a traição ou conjuração que com outros seus parentes tinham maquinado contra o duqueCosme de Médicis, que havia usurpado a liberdade da república fazendo-se seu soberano.

 

Passou a Pernambuco o dito Filippe Cavalcanti, onde casou com Catarina de Albuquerque, filha primogênita de Jerônimo de Albuquerque e Maria do Espírito Santo Arcoverde.  

 

São suas armas o escudo de vermelho e de prata; divididos estes esmaltes por uma asna de azul, a parte de baixo é de prata, e a de cima de vermelho semeada de flores de prata de quatro folhas; timbre: um hipógrifo de castanho, com azas e levantado sobre os pés entre chamas de fogo. Acham-se no livro dos reis de armas. (1)


NO BRASIL

   
O sobrenome Cavalcanti surgiu no Brasil com a vinda de Filipe Cavalcanti, filho de Giovanni Cavalcanti Di Cavalcanti e Genebra Manelli. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Olinda, Pernambuco. Casou com Catarina de Albuquerque, filha primogênita de Jerônimo de Albuquerque e Maria do Espírito Santo Arcoverde. Uma de suas filhas, Catarina de Albuquerque (A Nova), homônima da mãe, casou em 1584 com Cristovão de Holanda de Vasconcelosfilho de Arnau de Holanda e Brites Mendes de VasconcelosCatarina de Albuquerque faleceu também em Olinda, Pernambuco, em 1591

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CORREIA

 

Procedem os Corrêas de Paio Ramiro, cavaleiro portugues, rico homem, que passou a Portugal com o Conde D. Henrique, e foi seu terceiro neto o frade D. Paio Corrêa, mestre da ordem de Sant'Iago em toda a Espanha.  
 
São suas armas um escudo de ouro fretado de correas sanguinhas repassadas umas por outros de seis pecas, tres em banda e outras tres em contrabanda; timbre: dois braços armados de prata, com as mãos abertas e as palmas para a frente, atados pelo pulso com uma correia sanguinha. Acham-se no livro da Torre do Tombo, f. 30. (1)

COSTA

 

A família Costa é muito antiga e nobre. Tem o seu solar na quinta da Costa, na Comarca de Guimarães, com torre e casa forte, de que foi senhor Gonçalo da Costa, no tempo do rei D. Affonso I, e o possuiram seus descendentes até o ano de 1400 em que o perderam por crimes. É família muito extensa, que se divide em muitos ramos com casas muitos ilustres.
 
São suas armas em campo vermelho seis costas de prata firmadas, e postas em duas palas; timbre: duas costas do escudo em aspa, atadas com um torçal vermelho. Acham-se no livro da Torre do Temboi, fl. 15. (1)

CUNHA

 

Esta família é das mais ilustres da Espanha; uns a fazem descender de Gascunha, outros dos reis de Leãomas é  certo que é e foi sempre das primeiras de Portugal, e que tem neste reino as primeiras casas.  Dizem tambem que o seu solar é em Cunha a velha, no termo de Guimarães.
 
São suas armas em campo de ouro nove cunhas de azul em tres palas; timbre: um grifo nascente de ouro com cunhas de azul, e as azas de azul com cunhas de ouro. Acham-se no livro da Torre de Tombo, fl. 10. (1)

GOUVEIA

 

 Ainda em estudo

HOLANDA

 

Esta família procede de Jacobo de Holanda, holandes de nascimento, o qual em tempo do Rei D. Manuel foi à India e
voltou por terra, sendo o primeiro que intentou esta viagem. Casou neste reino com uma criada alemã da rainha D.
Leonor, terceira mulher do dito rei, dos quais procedeu Francisco Jácome, a quem o rei D. Sebastião confirmou em 5
de setembro de 1561 as armas da geração do condado de Holanda, seus descendentes. 

Escudo partido em pala; a primeira de ouro, com as letras III - negras, postas em roquete, a segunda de prata com
quatro asas vermelhas, e uma briça verde, e nela um cisne de prata; elmo de prata aberto guarnecido de ouro,
paquife de ouro, prata, preto e vermelho e por timbre o mesmo cisne. (1)

LEITÃO

 

 

 

 

Procedem os Leitões de D. Gueda, o velho, que veio para Portudal com o conde D. Henrique; a seus descendentes por viverem em Lodares foi dado a alcunha de Leitões. Ocuparam estes as maiores dignidades de Portugal, os mestrados das ordens, alcaiderias-mores, e tiveram o senhorio de muitas terras; porém como multiplicaram muito, se dividiram por muitas terras, e alguns cairam em probreza; deles procedem os Mascarenhas e os Silveiras.

 

São suas armas em campo de prata tres faixas vermelhas; timbre um leitão de prata com uma faixa do escudo. Acham-se no livro da Torre de Tombo, fl. 26. (1)

MARINHO

 

 

 

 

Este apelido, que tem dado assunto a uma grande fábula, não teve outra origem mais que a de viverem os seus descendentes junto à costa do mar, por cujo motivo lhes chamaram marinhos. É de Galiza e de familia muito nobre. Tem passado a Portugal por muitas vezes, e em alusão ao mesmo apelido, tomaram por armas um de campo de prata e quatro faixas ondadas, ou quatro codas de azul; timbre: uma sereia com os cabelos de ouro. Villas-Boas lhe assigna mais dois escudos: um em campo verde cinco flores de liz de prata, outro em campo azul cinco meias flores de liz de ouro; ambas com o referido timbre. (1)

MELO (OU MELLO)

 

 

 

 

Esta familia é das mais antigas e ilustres de Portugal, e das mais conhecidas da Europa, por não haver em toda ela principe, rei, imperador ou senhor grande que dela não tenha também sua elevação; tomou o apelido da vila de Mello, que é o seu solar, de que foi senhor Mem Soares de Mello; foi seu terceiro neto Vasco Martins de Mello, senhor da Castanheira e outras terras, em cujo poder esteve preso o mestre de Aviz, depois rei D. João I, por indústria da rainha D. Leonor Telles e do conde D. João Fernandes Madeiro, e fez o bom feito de não o matar quanto para isso lhe foram apresentadas as provisões falsas do rei D. Fernando. Procedem deste fidalgo todas as casas que neste reino há de tão ilustre apelido.
 
São suas armas em campo vermelho seis besantes de prata entre uma cruz dobre e bordadura de ouro; timbre: uma águia negra estendida, armada e besantada de prata. Acham-se no livro da Torre do Tombo, fl. 10 (1)

MOURA

 

 

 

 

Procedem de Pedro Rodrigues, que no ano de 1107, no reinado do rei D. Affonso Henriques, com seu irmão D. Álvaro Rodrigues ganharam aos Mouros a vila de Moura, da qual fez mercê à rainha D. Beatriz, mulher do rei D. Affonso III, a seu neto (do dito Pedro Rodrigues). Vasco Martins Serrão de Moura, parente da mesma senhora, e foi o solar da sua familia. Teve neste reino os marqueses de Castello Rodrigo, os senhores da casa de Azambuja, e outras muitas casas ilustres.

 

São suas armas em campo vermelho sete castelos de prata em tres palas, sendo tres na do meio, e duas em cada uma das dos lados; timbre um castelo do escudo. Acham-se no livro da Torre do Tombo, fl 12. (1) 

PESSOA

 

 

 

 

Este apelido proveio de alcunha. São as armas dos Pessoas em campo azul seis crescentes de ouro com as pontas para cima, orla preta dividida por uma cotica de ouro, carregada de sete estrelas de prata de cinco pontas, sendo tres no chefe; timbre: um cometa com cinco raios, e o que fica sobre o elmo mais comprido. (1)

PIMENTEL

 

 

 

 

O  apelido Pimentel é alcunha imposta pelo rei D. Affonso III a Vasco Martins de Novaes, sendo seu moço fidalgo, pela sua esperteza e alacridade de ânimo, e depois o fez seu meirinho-mór. Este é o chefe de todos os Pimenteis de Portugual e Castela, onde tem a grande casa dos condes de Benavente.
 
As armas próprias desta família são em campo verde cinco vieiras de prata postas em santor; timbre: um touro vermelho nascente armado de prata, com uma vieira do escudo na testa. Assim estão no livro da Torre do Tombo, porém, hoje em Portugal trazem estas armas com uma orla de prata carregada de oito cruzes páleas de vermelho, com o dito timbre. (1)

REGO

 

  Ainda em estudo

 

  Ainda em estudo

UCHOA (OU OCHOA)

 

 

 

 
É família de Navarra, de onde passou com o conde D. Henrique à conquista de Portugal, Martim Henriques Ochoa, figaldo daquele reino da casa deste apelido. Dele foi quarto neto Pedro Affonso Ochoa, rico homem do rei D. Diniz, e deste foi tambem quarto neto Affonso Vaz Ochoa, moço fidalgo da casa do rei D. Affonso V, e bisavô de Francisco Ochoa, de quem descendeu por  varonia o bacharel Francisco André Ochoa, natural de Irada, jurisdição de Bragança.
 
São suas armas em campo de prata dois lobos de azul passantes; timbre: um dos lobos. Acham-se no livro da Torre do Tombo, fl 73 v. (1)

VIEIRA

 

 

 

 

Esta família fazem alguns descendentes de D. Arnaldo de Baião, e outros de Cario Carpo, régula da Maia no tempo dos romanos. É o seu solar o concelho de Vieira.
 
São suas armas em campo vermelho seis vieiras de ouro em duas  palas; timbre: uma vieira do escudo entre dois bordões de Sant'Iago vermelhos forrados de ouro, postos em aspa, e atados com um torçal de prata. Acham-se no livro dos reis das armas. (1) 
      Fontes:   (1) ARCHIVO HERALDICO GENEALÓGICO, do Visconde de Sanches de Baena. Lisboa, Typographia Universal. 1872